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Psicografia recebida em 15/10/2009

Patricia, Claudia...minhas filhas.
Compareço à esta reunião de preces sob o consentimento dos benfeitores amigos para que ao menos eu possa novamente, trazer-lhes um pouquinho de mim, através das letras e enxugarmos nossas lágrimas juntas, Patricia.
Ainda que eu me encontre convalescente deste outro lado da vida, não poderia deixar de socorrê-la, filha.
Porque a tristeza nestes teus olhos tão festivos e alegres de antes?
A mamãe está bem, filha, e melhor ficarei quando percebê-la mais forte e confiante.
A vida precisa continuar, minhas filhas. Todas precisam ser fortes, auxiliando nos cuidados com o Anselmo, cuidando das crianças, de braços dados com a doutrina que esclarece e consola.
Precisamos nestes momentos, ocupar as mãos, a mente e o coração para não sofrermos tanto o distanciamento físico que nos maltrata tanto, porque esta vontade de abraçá-las e acolhê-las com todo carinho, me emociona, pois, em condição de espírito, no momento, posso apenas externar a minha gratidão por tudo, o meu amor e a saudades, através de um ditado como este.
Mas vamos administrar esta dor, filha.
Sei que, após ter cuidado de mim com tanto zelo, você se põe a pensar:
“Meu Deus, será que estão cuidando bem da minha mãe?”
E com isso você se amargura e se entristece, olhando a mesma cadeira que eu gostava de me sentar às refeições. O lugarzinho no sofá. As nossas conversas familiares.
Filha...nada acabou...apenas, a mamãe vai se refazendo por aqui, enquanto vocês vão se refazendo por aí.
Veja...estou quase livre das impressões físicas, ou seja, das impressões da enfermidade que me trouxe de regresso.
Em conversa com os responsáveis pela Instituição Socorrista onde me encontro, já me informaram que daqui a alguns dias, gostariam de contar comigo na tarefa de passes, ou seja, continuarei a fazer do outro lado da vida, o que estava habituada a fazer na Terra, assistindo os que estavam mais debilitados do que eu.
O mesmo, desejo que você faça, filha.
Pense neste amor e carinho todo que trás consigo. O mesmo carinho com que tratou de mim...os mesmos cuidados.
Coloque todo este potencial no trabalho com Jesus, à bem dos que sofrem.
Você me perceberá em todas as pessoas que beneficiar e identificará o meu sorriso de gratidão, através delas.
Os benfeitores que me trouxeram e me assistem no momento, pedem para que eu lhe diga para você se aprimorar nos passes, no atendimento fraterno. Olhar pelo seu pai que, daqui a aproximadamente 6 meses, nós haveremos de estar trabalhando juntas.
Então...gostou da novidade? Estaremos mais próximas.
A morte não existe...filha. Amo todos vocês.
Em preces pelo seu pai Anselmo, meu companheiro de lutas por mais de 40 anos.
Sinto falta do meu velho, da sua assistência, da sua companhia, da sua compreensão para comigo e todos nós.
Lembro do tempo em que ele chegava do trabalho e lá vinha eu a relatar as estrepulias das minhas meninas.
Quanto a nossa Carla...estarei em prece por minha filha do coração. Ela não é uma má moça...está um pouco confusa e perturbada. Peço, me auxiliem a orar por ela. Aos poucos, será através do amor, que a traremos de volta e, junto à ela, nossa princesa.
Peço, não sofra tanto Claudia Regina, tudo vai dar certo.
Que ninguém ceda ouvidos a comentários indevidos vindo da parte de quem quer que seja.
Eu só acredito no amor.
Portanto, Andrea e Claudia...peço, relevem qualquer comentário maldoso.
Desejo que se entendam...se possível, as quatro. Está bom assim?
Sei que será possível. O amor tudo vence e define.
Beijando o coração dos queridos Thiago, Thayná e Ayla com muitas saudades.
Beijo o coração de nossa Ellen, rogando à Jesus que a abençoe.
O coração do Anselmo, reconhecida à ele por tudo.
Vamos em frente meu velho, tudo irá ficar bem.
Beijo as minhas meninas Carla, Claudia, Patricia. Nada de choro viu filha...a mamãe também sente saudades e te adora.
Beijando o seu coração, Andrea, desejando que você seja humilde e compreensiva neste momento.
O amor...somente o amor, colocará as coisas no lugar certo.
Abraços e preces de reconhecimento aos nossos irmãos do Joana Darc.
Da mãe saudosa que não as esquece
Muito grata
Mercia Toledo Cesar 15/10/09

Um comentário:

Anônimo disse...

A maior e mais linda emoção que me lembro ter sentido.
Levarei sempre comigo esse dia, essa alegria.
Chego a sentir meu coração pulando acelerado, nesve momento.
Obrigada Mãe !
Te amo pra sempre...és eterna pra nós!

Claudia Regina

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